sexta-feira, 10 de junho de 2011

Feriado

Mas mesmo se sobrasse alguns abraços
Mesmo se me faltasse muito espaço
Até o pôr-do-sol mais calmo se guardaria para o fim

Eu já implorei para a cidade inteira
Que cessasse toda essa besteira
De que ela não caberia dentro de mim

Da janela que se abre para a fonte
Vê-se bem pra lá do horizonte
A calmaria que simples enobrece

Ainda me perguntam se ando doente
E tento ser um pouco mais coerente
“É só a alma que treme quando minha moça aparece”

2 comentários:

Laura Neves disse...

Que maravilhoso. Uau! Me arrepiei aqui agora...

Laura Neves disse...

Eu tinha que voltar aqui e dizer que você é foda. Foi mal, mas puta que paril.