quarta-feira, 12 de maio de 2010

Enquanto aquilo na lanchonete...

Como já era de costume, a gente sempre se encontrava na lanchonete, bem no finalzinho da tarde. Não me atrevia nem a leva-lá pra casa depois, como se fosse pra me guardar prum dia exclusivamente (e necessariamente) nosso. No domingo era diferente, eu triste ou feliz pelo resultado do futebol, ela jurando pra mim que o regime (receitado pela avó) ia ser posto em prática na segunda.
Era esse terminar da semana (mesmo que teimam em dizer que domingo é o primeiro dia) que me fazia começar tudo de novo. O fato da lanchonete era só um detalhe, nunca comi nem a batata frita daquele lugar. Mas um dia ela foi fechada, o dono foi embora e nem sequer deixou pista. Parece que o amor foi junto, pegou carona pra algum lugar que mesmo se eu pudesse ir, não iria por não saber.
Agora a gente se enconta de vez em nunca numa pizzaria, ela deve trabalhar lá, vai saber. O negócio é que eu não gosto de massas, infelizmente. Depois fiquei pensando se ela fosse a entregadora, acho que eu pediria só pra poder ver os olhos dela pela viseira do capacete.

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