quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Depois do mês passado

Sair de casa já não tem mais aquele sentido, pôr os pés na rua é tão em vão quanto ir pra academia depois de fumar um cigarro, sem falar que meu quarto é tanto silêncio que até dentro de mim se faz eco. Dezembro nunca foi um mês tão apertado, a ceia de natal vazia e os fogos de réveillon vistos da janela que você quebrou naquele seu aniversário em que bebeu mais que o normal. Aliás, nunca me importei com esse seu clichê de que tudo deveria ser assim, sem ligar pra qualquer tipo de consequência moral ou física do dia seguinte. Até me tornara um aluno, onde em minha mente fica cada vez mais evidente que não leva a nada viver arrependido de tudo. Essas coisas definem quem somos.

Ainda bem que deixei guardada alguma força pra reforçar o seu poder de existir, mesmo que isso seja algum tipo de fantasia que crio na hora em que critico Nietzsche sozinho no sofá de almofadas vermelhas, minha querida.

Um comentário:

Laura Neves disse...

Nossa. Incrível.